quinta-feira, 7 de maio de 2009

Uma Mãe







Neste mês de Maio em que celebramos a Virgem Maria, exemplo de Mãe vamos recordar de uma mulher, italiana, católica que deu a sua vida para salvar a vida de sua filha, Giana Beretta Molla tem muito a nos ensinar.



Gianna Beretta Molla, o décimo segundo filho do casal Alberto Beretta e Maria de Micheli, ambos da Ordem Terceira Franciscana, nasceu em Magenta (Milão,Itália), no dia 4 de Outubro de 1922, dia de São Francisco. Desde sua primeira juventude, acolhe plenamente o dom da fé e a educação cristã, recebidas de seus ótimos pais. Esta formação religiosa ensina-lhe a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança na Providência e a estimar a necessidade e a eficácia da oração.
No dia 4 de Abril de 1928, com cinco anos e meio, fez a Primeira Comunhão. Desde esse dia, mesmo muito pequena, todos os dias acompanhava sua mãe à Santa Missa. Foi Crismada dois anos depois na Catedral de Bérgamo.
Durante os anos de estudos e na Universidade, enquanto se dedicava diligentemente aos seus deveres, vincula sua fé com um compromisso generoso de apostolado entre os jovens da Ação Católica e de caridade para com os idosos e os necessitados nas Conferências de São Vicente. Formou-se com louvor em medicina e cirurgia em 30 de Novembro de 1949 pela Universidade de Pavia (Itália), em 1950 abre seu consultório médico em Mêsero (nos arredores de Milão). Entre seus clientes, demonstra especial cuidado para as mães, crianças, idosos e pobres.
Especializou-se em Pediatria na Universidade de Milão em 1952, mas frequentou a Clínica Obstétrica Mangiagalli, pois por seu grande amor às crianças e às mães pretendia unir-se ao seu irmão, Padre Alberto, médico e missionário no Brasil que, com a ajuda do seu outro irmão engenheiro, Francesco, construíram um hospital na cidade de Grajaú, no Estado do Maranhão. A Beata Gianna, por sua saúde frágil, foi desaconselhada pelo Bispo Dom Bernareggi em vir ao Brasil.
Enquanto exercia sua profissão médica, que a considerava como uma “missão”, aumenta seu generoso compromisso para com a Ação Católica, e consagra-se intensivamente em ajudar as adolescentes. Através do alpinismo e do esqui, manifesta sua grande alegria de viver e de gozar os encantos da natureza. Através da oração pessoal e da dos outros, questiona-se sobre sua vocação, considerando-a como dom de Deus. Opta pela vocação matrimonial, que a abraça com entusiasmo, assumindo total doação “para formar uma família realmente cristã”.
Em 1954 conheceu o engenheiro Pietro Molla. Noivaram em 11 de Abril de 1955. Prepara-se ao matrimônio com expansiva alegria e sorriso. Na basílica de São Martinho, em Magenta, casa aos 24 de Setembro de 1955, tendo a cerimônia sido presidida por seu outro irmão Padre Giuseppe. Transforma-se em mulher totalmente feliz. Em Novembro de 1956, já é a radiosa mãe de Pedro Luís (Pierluigi); em Dezembro de 1957 de Mariolina (Maria Zita) e, em Julho de 1959, de Laura. Com simplicidade e equilíbrio, harmoniza os deveres de mãe, de esposa, de médica e da grande alegria de viver.
Na quarta gravidez, aos 39 anos em Setembro de 1961 no final do segundo mês de gravidez, vê-se atingida pelo sofrimento e pela dor. Aparece um fibroma no útero. Três opções lhe foram apresentadas: retirar o útero doente, o que ocasionaria a morte da criança, abortar o feto, ou a mais arriscada, submeter-se a uma cirurgia de risco e preservar a gravidez. Antes de ser operada, embora sabendo o grave perigo de prosseguir com a gravidez, suplica ao cirurgião "Salvem a criança, pois tem o direito de viver e ser feliz!", então, entrega-se à Divina Providência e à oração. Submeteu-se à cirurgia no dia 6 de Setembro de 1961. Com o feliz sucesso da cirurgia, agradece intensamente a Deus a salvação da vida do filho. Passa os sete meses que a distanciam do parto com admirável força de espírito e com a mesma dedicação de mãe e de médica. Receia e teme que seu filho possa nascer doente e suplica a Deus que isto não aconteça.
Alguns dias antes do parto, sempre com grande confiança na Providência, demonstra-se pronta a sacrificar sua vida para salvar a do filho: "Se deveis decidir entre mim e o filho, nenhuma hesitação: escolhei - e isto o exijo - a criança. Salvai-a". Deu entrada, para o parto, no hospital de Monza, na sexta-feira da Semana Santa de 1962. Na manhã do dia seguinte, 21 de Abril de 1962, nasce Gianna Emanuela. Apenas teve a filha por breves instantes nos braços. Apesar dos esforços para salvar a vida de ambos, na manhã de 28 de abril, em meio a atrozes dores e após ter repetido a jaculatória "Jesus eu te amo, eu te amo" morre santamente. Tinha 39 anos. Seus funerais transformaram-se em grande manifestação popular de profunda comoção, de fé e de oração. A Serva de Deus repousa no cemitério de Mêsero, distante 4 quilômetros de Magenta, nos arredores de Milão (Itália).
"Meditata immolazione" (imolação meditada), assim Paulo VI definiu o gesto da Beata Gianna recordando, no Ângelus dominical de 23 de Setembro de 1973, "uma jovem mãe da Diocese de Milão que, para dar a vida à sua filha sacrificava, com imolação meditada, a própria". É evidente, nas palavras do Santo Padre, a referência cristológica ao Calvário e à Eucaristia.
O milagre da beatificação aconteceu no Brasil, em 1977, na cidade de Grajaú, no Maranhão, naquele hospital onde queria ser missionária, onde foi beneficiada uma jovem que tinha dado à luz.
Foi Beatificada pelo Papa João Paulo II, em 24 de Abril de 1994 no Ano Internacional da Família, tendo sido considerada esposa amorosa, médica dedicada e mãe heróica, que renunciou à própria vida em favor da vida da filha, na ocasião da gestação e do parto.

Que Santa Gianna interceda por nossas mães e rogue a Deus que a praga do aborto fique sempre longe de nossas casas e famílias.
Oração
Ó Deus, amante da vida, que doaste à SANTA GIANNA responder com plena generosidade à vocação cristã de esposa e de mãe, concede também a nós, por intercessão dela, a graça (...faça o pedido...) e também seguir fielmente os teus desígnios, a fim de que resplandeça sempre nas nossas famílias a graça que consagra o amor eterno e a vida humana. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do espírito Santo. Amém".

terça-feira, 5 de maio de 2009

Maria que fez o Cristo falar. Maria que fez Jesus Caminhar.



Maria que fez o Cristo falar, Maria que fez Jesus caminhar... Era assim que eu cantava quando era criança e me ensinaram essa musica de Nossa Senhora. Hoje que eu canto, “Não, não há coração que se uma ao Dele sem ser um com o teu coração”, eu começo a compreender sem muita pretensão o que significa a palavra Mãe em Maria.
Qual o papel de uma mãe? A resposta é muito simples educar, amar, cuidar... Fico imaginando Maria ensinando o Menino Jesus a fazer tantas coisas, como terá sido Maria tomar a mãozinha de Jesus e ensina-lo a andar, a ir para a sinagoga, a rezar, a ler a Palavra de Deus? Com certeza ela o fez e o fez muito bem. Aos pés da cruz diante do seu Filho desfigurado de amor e quase morto ouve que daquele momento em diante seria a mãe de uma multidão de filhos, os quais teria que ensinar a andar e a falar.
Ela nos ensina a falar, falar aqui pode ser entendido como a oração, chamar Deus de Pai. Assim como ela ensinou Jesus a chamar José de pai, ela nos ensina a clamar com o Espírito em nós Aba Pai. Chamando Deus assim ela nos mostra como é um relacionamento de um filho para com o Pai, abandono. Abandono alias ela sempre irá lecionar aos filhos porque ela é a mulher abandonada nas mãos de Deus.
Maria nos faz caminhar, caminhar para onde? Para a vontade de Deus. Toda mãe quer a felicidade dos filhos, e a Virgem não é diferente, ela sabe que a nossa felicidade está em fazer a vontade do Pai. Ela nos toma pela mo e vai nos guiando muito tranquilamente, se caímos ela corre para dizer nos afagando contra o seu peito, estou aqui! Cuida de nossas feridas, nos levanta novamente e nos faz caminhar. Este caminho não é fácil mas leva a felicidade e ela antes nos ensinou que a oração é o principio de tudo.
Mãe, que titulo mais completo tem Maria, tão simples pequeno como ela, mas de uma infinidade absoluta de significado.
Intercede por nós ó mãe faz-nos falar e ter um relacionamento fecundo com o nosso Deus. Faz-nos andar, andar para a vontade de Deus, o paraíso de nossas almas. Une nos com o coração de teu filho faz com que sejamos todos Dele e sendo assim sejamos totus tuus.
Rainha da Paz,
Rogai por nós.
Shalom!