sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Perpétuo Socorro de Maria




Este ícone é conhecido na Igreja Oriental como Ícone de Nossa Senhora da Paixão. Segundo a tradição, este ícone foi levado a Roma por um comerciante da ilha de Creta, o ícone bizantino de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro passou a ser venerado na Igreja de São Mateus, onde permaneceu durante 300 anos. Com a invasão de Roma pelos franceses, fins do século XVIII, a Igreja de São Mateus foi destruída e os religiosos agostinianos que ali trabalhavam levaram o quadro para outro lugar, onde ficou guardado e esquecido. O quadro representa Maria, Mãe de Deus, a Senhora das Dores que socorre seu Filho, apavorado com os instrumentos de Sua Paixão, apresentados pelos arcanjos Miguel e Gabriel. O Filho agarra-se às mãos da mãe e deixa cair à sandália do pé direito.
Em Janeiro de 1866, o Papa Pio IX confiou o quadro de Nossa senhora de Perpétuo Socorro aos missionários redentoristas, com a incumbência de torná-lo conhecido e amado em todo mundo e de divulgar a devoção ao Perpétuo Socorro de Maria, cuja festa é celebrada no dia 27 de Junho. Depois de restaurado, o ícone de N. Sra.do Perpétuo Socorro foi devolvido à veneração e entronizado solenemente na Igreja de Santo Afonso, construída sobre as ruínas da antiga Igreja de São Mateus e localizada entre as Basílicas de Santa Maria Maior e de São João de Latrão.
O Perpetuo Socorro de Maria se manifesta também hoje nas nossas vidas. Nós somos esse menino que apavorado com os sofrimentos corre para os braços da Mãe. Ela é nossa MÃE e MESTRA nos caminhos da Paz, a ela nos recorremos para que segure em nossas mãos e nos leve a sua escola, a oração. Na escola de Maria podemos crescer em graça e estatura diante de Deus e dos homens (cf Lc 2, 52).

Alguns aspectos da Leitura deste Ícone
São Miguel apresenta a lança, a vara com a esponja e o cálice. São Gabriel com a cruz e os cravos, instrumentos da morte de Jesus. A boca de Maria pequenina, para guardar silêncio. Os olhos de Maria, voltados sempre para nós, a fim de ver todas as nossas necessidades. As mãos de Jesus apoiadas na mão de Maria, significando que por ela nos vêm todas as graças. A mão esquerda de Maria sustentando Jesus: a mão do consolo que Maria estende a todos que a ela recorrem nas lutas da vida A sandália desatada símbolo talvez de um pecador preso ainda a Jesus por um fio, o último, a Devoção a Nossa Senhora. Túnica vermelha, distintivo das virgens e do Amor esponsal. O fundo todo do quadro é de ouro, e dele esplendem reflexos cambiantes, matizando as roupas e simbolizando a glória do paraíso para onde iremos levados pelo perpétuo socorro de Maria.
Sede sempre o nosso Perpétuo Socorro na vida e principalmente na hora da morte. Amém.

Deus Abençoe!
Shalom!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Maria Mãe da Paz

Neste mês de maio, vamos meditar um pouco sobre o papel indispensável da Santíssima virgem nas nossas vidas, iniciemos com essa belíssima homilia de nosso querido e saudoso João Paulo II.




"Salve, Mãe santa: tu deste à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos" (cf.Antífona de entrada). Com esta antiga saudação, a Igreja se volta hoje, para Maria Santíssima, invocando-a como Mãe de Deus. O Filho eterno do Pai tomou por ela a nossa mesma carne e, através dela, tornou-se "filho de Davi e filho de Abraão" (Mt 1,1). Maria é, portanto, sua verdadeira Mãe: Theotókos, Mãe de Deus! Se Jesus é a Vida, Maria é a Mãe da Vida. Se Jesus é a Esperança, Maria é a Mãe da Esperança. Se Jesus é a Paz, Maria é a Mãe da Paz, Mãe do Príncipe da Paz. Entrando no novo ano, pedimos a esta Mãe santa que nos abençoe. Pedimo-lhe que nos doe Jesus, nossa Bênção plena, no qual o Pai abençoou uma vez por todas a história, fazendo-a tornar-se história de salvação. Salve, Mãe santa! É sob o olhar materno de Maria que se coloca a hodierna Jornada Mundial da Paz. Refletimos sobre a paz num clima de difusa preocupação por causa dos recentes eventos dramáticos que ocorreram no mundo. Mas por quanto humanamente possa parecer difícil olhar o futuro com otimismo, não devemos ceder à tentação do desencorajamento. Devemos, ao contrário, trabalhar pela paz com coragem, certos que o mal não prevalecerá. A luz e a esperança para este nosso empenho nos vêm de Cristo. O Menino nascido em Belém é a Palavra eterna do Pai feita carne para a nossa salvação, é o "Deus conosco", que leva consigo o segredo da verdadeira paz. É o Príncipe da Paz. Justiça e perdão: eis os dois "pilares" da paz, que quis colocar em evidência. Entre justiça e perdão não há contraposição, mas complementaridade, porque ambas são essenciais para a promoção da paz. Esta, de fato, bem mais que um temporário cessar de hostilidade, é cura profunda das feridas que abatem os ânimos. Somente o perdão pode apagar a sede de vingança e abrir o coração a uma reconciliação autêntica e duradoura entre os povos. Voltamos hoje o olhar para o Menino, que Maria aperta entre os braços. Nele reconhecemos aquele no qual misericórdia e verdade se encontram, justiça e paz se beijam (cf. Sl 84,11). Nele adoramos o verdadeiro Messias, no qual Deus conjugou, para nossa salvação, a verdade e a misericórdia, a justiça e o perdão. Em nome de Deus renovo meu apelo dirigido a todos, crentes e não crentes, para que o binômio "justiça e perdão" permeie sempre os relacionamentos entre as pessoas, entre os grupos sociais e entre os povos. Este apelo é antes de tudo aos que crêem em Deus, em particular às três grandes religiões derivadas de Abraão: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, chamadas a pronunciar sempre a mais firme e decidida rejeição à violência. Ninguém, por motivo algum, pode matar em nome de Deus, único e misericordioso. Deus é Vida e fonte da Vida. Crer nele significa testemunhar a misericórdia e o perdão, rejeitando instrumentalizar o seu santo Nome. De várias partes do mundo se eleva uma forte invocação de paz; se eleva particularmente daquela Terra que Deus abençoou com a sua Aliança e a sua Encarnação, e que por isso chamamos "Santa". "A voz do sangue" grita a Deus daquela terra (cf. Gn 4,10); sangue de irmãos derramado por irmãos, que invocam o mesmo Patriarca Abraão; filhos, como cada homem, do mesmo Pai celeste. "Salve, Mãe santa"! Virgem Filha de Sião, como deve sofrer por esse sangue o teu coração de Mãe! O Menino, que apertas ao peito, leva um nome caro aos povos das religiões bíblicas: "Jesus", que significa "Deus salva". Assim o chamou o arcanjo antes que fosse concebido no teu ventre (cf. Lc 2,21). No rosto do Messias neonato reconheçamos o rosto de cada filho teu. Reconheçamos especialmente o rosto das crianças, de qualquer raça, nação ou cultura. Para elas, ó Maria, para o seu futuro, te pedimos que toques os corações endurecidos pelo ódio, para que se abram ao amor e a vingança ceda lugar ao perdão. Consiga-nos, ó Maria, que a verdade desta afirmação - Não existe paz sem justiça, não existe justiça sem perdão - se imprima no coração de todos. A família humana poderá assim encontrar a paz verdadeira, que brota do encontro entre a justiça e a misericórdia. Mãe santa, Mãe do Príncipe da Paz, ajude-nos! Mãe da humanidade e Rainha da paz, rogue por nós!


Papa João Paulo II Homilia por ocasião da solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e XXXV Jornada Mundial da Paz




fonte: www.comshalom.org

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Qual é o seu peixe?




Qual é o seu peixe? Foi essa a pergunta que escutei de um sábio sacerdote no último Sábado, mas para entender melhor vamos do inicio.



"Naquele mesmo dia que era o primeiro da semana. Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco!
Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito.
Mas ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações?
Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho.
E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés.
Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: Tendes aqui alguma coisa para comer?
Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado.
Ele tomou e comeu à vista deles.
Depois lhes disse: Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos.
Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo:
Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia.
E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
Vós sois as testemunhas de tudo isso.
Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto. " (cf Lucas 24, 36-49)




Jesus Ressuscitado dos Mortos é um Deus próximo a todos nós, tão próximo que deseja participar de toda a nossa vida. Os discípulos lhe deram peixe porque era a única coisa que tinham para comer, aqui entra a pergunta do inicio. Qual é o seu peixe? O que você tem para oferecer ao Senhor? Talvez você pertença ao grupo dos felizes que tem tristezas, dores, feridas amarguras para dar a Ele. Meu irmão você é feliz porque o Ressuscitado que passou pela cruz ao receber esse seu "peixe" o transforma em poder de ressurreição.


Vamos lembrar uma coisa, os discípulos estavam a portas fechadas (cf João 20,19 ss) pois estavam morrendo de medo do que os judeus poderiam fazer com eles, mas, não eram somente as portas do cenáculo que estavam trancadas, os corações de cada um deles estava fechado porque não havia luz, não havia esperança a única coisa que havia era o silencio da morte. Jesus rompe esse silencio, deseja sua Paz ao discípulos, comunicando-lhes sua vida ressuscitada Ele sopra sobre eles o Espírito Santo. Este Espírito tem o poder de transformar a morte em vida o "velho" no novo e pode fazer com que aquele seu "peixe" seja transformado em força pelo poder da ressurreição do Senhor. Por isso não tenha medo de deixar o Ressuscitado entrar na sala escura do seu coração, quando Ele entra tudo se ordena, a Vida vence a morte e uma imensa alegria (que não passa) invade nossas vidas.


Deus Abençoe!


Shalom!