sexta-feira, 26 de junho de 2009

Somos a Igreja do Senhor!




Nas vesperas da Festa dos apostolos Pedro e Paulo, colunas da nossa Fé, colocamos aqui esse video, uma propaganda da Igreja nos Estados Unidos. Oremos pelo Santo Padre e pela Igreja espalhada no mundo todo. Shalom!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Ja sei namorar?


E aí galera, vocês também entraram nessa de andar cantarolando: “Já sei namorar”? De uma forma ou de outra, estamos metidos “na onda”, ainda que sem perceber. E sabem como? Primeiro, vem aquela fase do “tenho que aprender a beijar”, ou seja, “beijar muitoooooo”, e assim vamos seguindo os instintos, sem fazer uma leitura um pouquinho mais apurada de nós mesmos. Contando, é claro, com o incentivo da onda do momento.


Desta forma, nossos relacionamentos vão se tornando um verdadeiro copinho descartável – só serve uns minutos, naquela noite, depois... LIXO!!! Então, vamos tornando nossa afetividade uma lixeira sem perceber. E ninguém pára, vai apenas acumulado “restos estragados” que não servem nem para olhar quanto mais para tirar boas coisas, aprendizado, amadurecimento.


Na verdade, sorrateiramente, buscamos no namoro apenas o prazer, privando-nos assim da beleza de uma experiência do autêntico amor humano, dom de Deus para as nossas vidas. Daí surgem as competições entre homens e mulheres, a mentalidade de que temos que tirar proveito do outro. Um ALERTA, infelizmente esse tipo de relacionamento não faz ninguém feliz, por isso não é o que Deus quer para nós. Se liga, meu! (como dizem os paulistas).


No fundo, todos querem um namoro legal – com uma pessoa “gente boa” – através do qual, juntos, se possa crescer e ser feliz. Para isso, um bom início é pedir o auxílio do Espírito Santo, que nos liberte de toda mentalidade distorcida, dos apegos a coisas tão pequenas como aparência ou dinheiro, carro, etc. Dentro de todo mundo rola esse negócio de medo, mil pensamentos, reservas, “será que vou me ferir de novo?”, “meu negócio é ser de todo mundo e todo mundo é de ninguém” (?). Seja amigo de Deus, como São José foi, e olha só com quem ele se casou: a mulher mais perfeita que o mundo já conheceu. Que o amava, mesmo sabendo que ele era pecador.


Não se pode esquecer que é preciso cultivar a amizade, até os estudiosos dizem isso. É através da amizade que vamos nos conhecendo reciprocamente, não se ama o que não se conhece. Vamos descobrindo a riqueza que é o outro e revelando a nossa. Então, o sentimento começa a tomar forma; e a nossa razão, livre dos enganos das paixões, vai nos fazendo discernir o que realmente sentimos um pelo outro. Isso, unido à oração – para colhermos o tempo de Deus juntos – é show de bola.


Deus é amor, portanto, para amar é preciso ficar grudado em Deus, que transforma o egoísmo em altruísmo. Para que a gratuidade das delicadezas e a feliz renúncia encontre um lugar em nossas vidas. Nossa Senhora, para todo namoro autenticamente cristão, será uma força, na castidade e nos desafios do dia-a-dia. Não é fácil, mas com os dons que Deus nos dá, poderemos ser essa luz que brilha no mundo e “nadar contra a correnteza”, fazendo as coisas de modo diferente da maioria das pessoas. Amor também é criatividade, espontaneidade, é disso que surgem as pequenas alegrias, que vão embelezando e dando prazer à vida.


Shalom!



quinta-feira, 4 de junho de 2009

UM só Deus em Trindade





«Um dia, ao recitar o ‘Quicumque vult’*, foi-me revelado
de maneira tão clara que existe um só Deus e três pessoas em Deus,
que fiquei toda maravilhada e profundamente consolada.
Resultou para mim num maior proveito para melhor conhecer
a grandeza de Deus e as suas maravilhas.
Assim, quando penso neste mistério ou quando ouço falar dele,
parece-me entender como isso pode ser; e isto é para mim uma viva consolação.»
Santa Teresa de Ávila







A fé católica, pois, é esta:Adoramos um Deus em Trindade e a Trindade em Unidade.Sem confundirmos as Pessoas ou dividir a substância.Porque uma é a Pessoa do Pai,outra a do Filho, outra a do Espírito Santo.Mas o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm uma só divindade,Glória igual e co-eterna Majestade.O que o Pai é, tal é o Filho e tal o Espírito Santo.O Pai é incriado, o Filho é incriado e o Espírito Santo é incriado.O Pai é imenso, o Filho é imenso e o Espírito Santo é imenso.O Pai é eterno, o Filho é eterno e o Espírito Santo é eterno.No entanto não são três eternos, mas Um.Bem como não há três imensos, nem três incriados,mas Um Incriado e Um Imenso.Semelhantemente o Pai é Omnipotente, o Filho Omnipotentee o Espírito Santo Omnipotente.E contudo não são três Omnipotentes, mas um Omnipotente.Assim também o Pai é Deus, o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus.Do mesmo modo o Pai é Senhor, o Filho é Senhor e o Espírito Santo é Senhor.E apesar disso, não são três Senhores, mas Um só Senhor.Porque, como a verdade cristã nos obriga a confessar que cada uma das Pessoas por si só é Deus e Senhor,assim a religião católica proíbe-nos dizer que há três Deuses ou três Senhores.O Pai não foi feito por ninguém, nem foi criado, nem gerado.O Filho é do Pai somente; não foi feito, nem foi criado, mas gerado.O Espírito Santo é do Pai e do Filho;não foi criado, nem gerado, mas, deles procede.Há, pois, um só Pai, e não três Pais;um só Filho, e não três Filhos;um só Espírito Santo, e não três Espíritos Santos.E nesta Trindade não há primeiro nem último;nem um é maior ou menor do que o outro;mas as três pessoas são justamente de uma mesma eternidade e igualdade.De sorte que no todo como já se disse,cumpre adorar a Unidade na Trindade e a Trindade na Unidade.Aquele, pois, que quiser salvar-se,deve assim pensar e crer na Trindade.



Do Credo dito de “Atánasio”,
também chamado "Quicumque"
Século IX









Santo Agostinho nos lembra que se vemos a caridade então vemos a Trindade...



«Que ninguém diga : Não sei o que amar.Que ele ama o seu irmão e assim amará o próprio amor.De facto, ele conhece melhor o amor que o faz amar, do que o irmão que ele ama.Ele pode então conhecer Deus melhor do que o seu irmão; muito melhor, porque Deus é mais presente; muito melhor, porque é mais íntimo; muito melhor, porque está mais certo.Abraça o Deus de amor, e abraçarás Deus por amor.É este amor que liga todos os bons anjos e todos os servos de Deus pelo laço da santidade, que nos liga a eles e entre nós, e nos une todos a ele.Por isso, quanto mais formos isentos da voracidade do orgulho, mais seremos repletos de amor e do que, senão de Deus, está cheio aquele que está repleto de amor?Mas, dirás tu: vejo a caridade, descubro-a quanto me possibilitam os olhos do espírito, e creio na Escritura que me diz: ‘Deus é caridade, e quem permanece na caridade permanece em Deus (Jo 4, 16); mas se vejo a caridade, não vejo nela a Trindade.Porém, digo-te, se vês a caridade, vês a Trindade.»

Santo Agostinho, De Trinitate, VIII, 8,12






Adoramos a Indivisível Trindade e sua consubstancial Unidade!



Ó meu Deus, Trindade que eu adoro,

ajudai-me a esquecer-me inteiramente para me fixar em Vós,

imóvel e pacifica como se a minha alma estivesse já na eternidade

Que nada possa perturbar a minha paz, nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável,

mas que cada minuto me faça penetrar mais na profundidade do vosso Mistério.

Pacificai a minha alma,fazei nela o vosso céu,

a vossa morada querida e o lugar do vosso repouso.

Que eu nunca Vos deixe só,

mas que aí permaneça com todo o meu ser,

bem desperta na minha fé,

toda em adoração,

toda entregue à vossa Ação criadora. Amem!

Beata Elizabet da Trindade






Deus abençoe!

Shalom!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Vem Espírito Criador!

"O Espírito pode criar em ti o que não existe, fazer desaparecer o que parecia indestrutível e o produto de sua força não é mera imaginação, é verdade pura." (Hans urs Von Baltasar)



Nós estamos nos preparando para a grande festa de Pentecostes, onde o Espírito Criador virá para renovar todas as coisas, quando o Espírito vem Ele muda tudo aquilo que toca e ordena para o Amor tudo o que parece desordenado. Se em nossa vida há medo, frieza, desordem ao toque suave do Dedo da Destra Paterna, tudo se converterá para o Louvor. O Espírito gera em nós um louvor como convém, ele une o Louvor da Igreja da terra ao Louvor da Igreja celeste em uníssono agradável a Deus, é este Espírito que une o que está disperso, da vida ao que não tem vida e acende, inflama os nossos corações para fazermos somente uma coisa, a vontade de Deus.



Neste Tempo novo que antecede Pentecostes, reze comigo pedindo Este Espírito Criador sobre cada um de nós, "ao nosso clamor este Espírito virá" (Moysés Azevedo).
Veni Creator Spiritus,
Mentes tuorum visita,
Imple superna gratia,
Quae tu creasti, pectora.

Qui diceris Paraclitus,
Altissimi donum Dei,
Fons vivus, ignis, caritas,
Et spiritalis unctio.
Tu septiformis munere,
Digitus Paternae dexterae,
Tu rite promissum Patris,
Sermone ditans guttura.
Accende lumen sensibus,
Infunde amorem cordibus,
Infirma nostri corpis
Virtute firmans perpeti.
Hostem repellas longius,
Pacemque dones protinus;
Ductore sic te praevio,
Vitemus omne noxium.
Per te sciamus da Patrem
Noscamus atque Filium;
Teque utriusque Spiritum
Credamus omni tempore.
Deo Patri sit gloria,
Et Filio, qui a mortuis
Surrexit, ac Paraclito
In saeculorum saecula.
Amen.

Vinde Espírito Criador, visitai as almas vossas,enchei da graça do alto, os corações que criastes.Sois chamado Consolador, o dom de Deus Altíssimo,fonte viva, fogo, caridade, e unção espiritual.Sois formado de sete dons, o dedo da direita de Deus,Solene promessa do Pai que inspira as palavras.Iluminai os sentidos, infundi o amor nos corações,fortalecei para sempre os nossos corpos enfermos.Afastai o inimigo, dai-nos a paz sem demora,e assim guiados por Vós, evitaremos todo o mal.Fazei-nos conhecer o Pai, e revelai-nos o Filho,para acreditar sempre em Vós, Espírito que de ambos procedeis.Glória seja dada ao Pai, e ao Filho que da morte ressuscitou,e ao Espírito Paráclito, pelos séculos dos séculos. Amen


"No entanto esta força, a graça do Espírito, não é algo que possamos merecer ou conquistar; podemos apenas recebê-la como puro dom. O amor de Deus pode propagar a sua força, somente quando lhe permitimos que nos mude a partir de dentro. Temos de O deixar penetrar na crosta dura da nossa indiferença, do nosso cansaço espiritual, do nosso cego conformismo com o espírito deste nosso tempo. Só então nos será possível consentir-Lhe que acenda a nossa imaginação e plasme os nossos desejos mais profundos. Eis o motivo por que é tão importante a oração: a oração diária, a oração privada no recolhimento dos nossos corações e diante do Santíssimo Sacramento e a oração litúrgica no coração da Igreja. A oração é pura receptividade à graça de Deus, amor em acto, comunhão com o Espírito que habita em nós e nos conduz através de Jesus, na Igreja, ao nosso Pai celeste. Na força do seu Espírito, Jesus está sempre presente nos nossos corações, esperando serenamente que nos acomodemos em silêncio junto d’Ele para ouvir a sua voz, permanecer no seu amor e receber a “força que vem do Alto”, uma força que nos habilita a ser sal e luz para o nosso mundo.

A força do Espírito Santo não se limita a iluminar-nos e a consolar-nos; orienta-nos também para o futuro, para a vinda do Reino de Deus.(…)Uma nova geração de cristãos, revigorada pelo Espírito e inspirando-se a uma rica visão de fé, é chamada a contribuir para a edificação dum mundo onde a vida seja acolhida, respeitada e cuidada amorosamente, e não rejeitada nem temida como uma ameaça e, consequentemente, destruída. Uma nova era em que o amor não seja ambicioso nem egoísta, mas puro, fiel e sinceramente livre, aberto aos outros, respeitador da sua dignidade, um amor que promova o bem de todos e irradie alegria e beleza. Uma nova era na qual a esperança nos liberte da superficialidade, apatia e egoísmo que mortificam as nossas almas e envenenam as relações humanas. Prezados jovens amigos, o Senhor está a pedir-vos que sejais profetas desta nova era, mensageiros do seu amor, capazes de atrair as pessoas para o Pai e construir um futuro de esperança para toda a humanidade.

O mundo tem necessidade desta renovação. Em muitas das nossas sociedades, ao lado da prosperidade material vai crescendo o deserto espiritual: um vazio interior, um medo indefinível, uma oculta sensação de desespero.(...)Também a Igreja tem necessidade desta renovação. Precisa da vossa fé, do vosso idealismo e da vossa generosidade, para poder ser sempre jovem no Espírito.(…)Que o fogo do amor de Deus desça sobre os vossos corações e os encha, a fim de vos unir cada vez mais ao Senhor e à sua Igreja e enviar-vos, como nova geração de apóstolos, para levar o mundo a Cristo.»
Homilia de Bento XVI nas JMJ, 20/07/2008
Shalom!
Deus Abençoe!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Espírito Santo?



“Ides receber uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós e sereis minhas testemunhas”, essa foi a promessa feita pó Jesus antes de subir ao céu, mas quem é o Espírito Santo?
No credo nós professamos que, cremos no Espírito Santo Senhor que dá a via e que procede do Pai e do Filho. Este Senhor é uma pessoa da Santíssima Trindade que habita em nós através do Batismo e realiza em nós uma obra de configuração com o Senhor Jesus. No antigo testamento o profeta Joel invocou o Espírito Santo sobre uma ossada, conforme a orientação do Senhor, “Filho do homem, será que estes ossos podem voltar à vida?" (Ez 37:3b) E o profeta respondeu ao Senhor: "Senhor Deus, só Vós o sabeis" (Ez 37: 3c). Uma planície cheia de ossos é impossível voltar à vida, mas, para Deus, nada é impossível. Deus lhe pediu para que isso fosse profetizado, para que os ossos voltassem à vida (cf. Ez 37: 4b). "Porei em vos meu Espírito para que voltem à vida" (Ez 37,14b). Essa é uma ação imediata da parte de Deus que não quer mortos, isso mesmo Deus não nos quer mortos. Às vezes a gente encontra com pessoas que mais parece que esqueceram de enterrar, são ossadas ambulantes, ou ainda, existem áreas nas nossas vidas que estão assim, mortas. O Senhor deseja pelo poder do Seu Espírito nos dar vida e vida em abundância.
O que tem matado a sua vida? É o modo como você vive sua afetividade? Você tem pecado? Quem sabe você entrou no alcoolismo e todo fim de semana acaba "enchendo a cara"? Ou será que você está nas drogas? Ou é um ódio que não passa, pela mãe, pai ou quem sabe pelo ex-namorado (a)? É o pecado que está matando você e que tem o deixado neste estado?
O apóstolo Paulo lança esta advertência aos coríntios: “Portanto, quem julga estar de pé tome cuidado para não cair” (I Coríntios 10,12). Porque o inimigo de Deus nos odeia, é como um leão que ruge que nos rodeia e todos estamos sujeitos à queda como nos ensina a Palavra de Deus. Você pode dizer "graças a Deus não estou assim", mas me deixe dizer: Se você não está na morte, saiba que só cai quem está em pé. A melhor maneira de continuar assim é profetizando sobre os mortos. Meus irmãos voltem à vida! É o próprio Senhor quem profetiza isso para nós: "ossos ressequidos voltem à vida!”.
Nesta semana de preparação para pentecostes peçamos que o Senhor derrame sobre nós seu Espírito, nos retire da morte e nos de uma vida nova.
Reze comigo:
Espírito de Deus, enviai dos céus um raio de luz! Vinde, Pai dos pobres, dai aos corações vossos sete dons. Consolo que acalma, hóspede da alma, doce alívio, vinde! No labor descanso, na aflição remanso, no calor aragem. Enchei, luz bendita, chama que crepita, o íntimo de nós! Sem a luz que acode nada o homem pode, nenhum bem há nele Dobrai o que é duro guiai no escuro o frio aquecei Dai em prêmio ao forte uma santa morte, alegria eterna. Amém.

Deus abençoe!
Shalom

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Papa mais perto dos jovens na internet



Por Mercedes de la Torre CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 18 de maio de 2009 (ZENIT.org).- Nesta quinta-feira, surge na internet http://www.pope2you.net/, uma iniciativa do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais que, através dos novos meios de comunicação, como o Facebook, permite aproximar os jovens da mensagem de Bento XVI. O arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do dicastério vaticano, sem esconder suas esperanças, explicou a ZENIT que este projeto surge pela decisão do Papa de dirigir neste ano sua mensagem por ocasião da Jornada Mundial para as Comunicações Sociais (24 de maio) à “geração digital” (Cf. “Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”). “Pensamos em utilizar as novas tecnologias para que esta mensagem seja mais conhecida e difundida pelos jovens e, por isso, pensamos que era interessante ter um site com um lema juvenil: ‘Pope2You’, ‘O Papa para você’”, afirma o prelado italiano. “O interessante é que os jovens, através deste site, podem enviar cartões virtuais aos amigos, cartões com uma imagem simpática do Papa, com uma frase tirada de seus discursos”, explica. “É uma maneira para difundir valores em que cremos. Nós esperamos que os jovens saibam aproveitar este meio para fazer que a mensagem do Evangelho seja conhecida pelos jovens do mundo de hoje. Esta é a razão deste site”, assegura. O prelado explica que a primeira novidade é um lugar no Facebook, ainda que deixa claro que “o Papa não aparecerá no Facebook com um perfil seu. Não se trata disto. Na realidade, aproveitamos um aplicativo do Facebook para enviar os cartões virtuais”. Em segundo lugar, declara Dom Celli, o site web oferece um wiki sobre a visão que o Papa tem das comunicações sociais, realizado pela Sala para as Comunicações Sociais da Conferência Episcopal Italiana. É “um instrumento para que um jovem possa aprofundar no texto da mensagem do Papa, feito de uma maneira juvenil mais adaptada”, acrescenta. “A terceira novidade é o emprego do Iphone para receber as imagens do Papa e suas palavras”, declara. A quarta área da página é um acesso ao canal vaticano do YouTube; não se trata, portanto, de uma novidade, declara o presidente do conselho vaticano, mas de uma nova janela a esta experiência de contato com a palavra do Papa, que estão realizando os milhões de usuários desta rede de vídeos. Por sua parte, Dom Paul Tighe, secretário do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, explicou a Zenit que a iniciativa é complementar às páginas web do vaticano, como o caso de http://www.vatican.va/, ou http://www.pccs.va/, pois estas se caracterizam sobretudo por apresentar documentos, enquanto http://www.pope2you.net/ quer falar a linguagem dos jovens, da interatividade e do gosto por compartilhar. Com esta iniciativa, acrescenta, procura-se “criar novas formas de relação com a juventude”, pois “o Papa quer falar aos jovens para levar-lhes a mensagem da esperança e da alegria”. Dom Giuseppe Scotti, secretário adjunto do Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais, explica a Zenit que esta iniciativa segue uma campanha que se fez no Facebook, ao final de janeiro passado, quando se distribuiu a mensagem do Papa sobre as comunicações entre cerca de 200 mil jovens. “Muitos deles haviam estado em Sydney”. Deste modo, declara, o Conselho se deu conta de “que o Papa entre os jovens é muito mais amado do que os grandes meios de comunicação dão a entender”. E sublinha que “a Igreja não tem medo do mundo digital” nem “dos meios de comunicação”. Como em todo o mundo, declara, “há coisas negativas”, mas o homem de fé não tem medo, pois crê em Deus, e “a Igreja se põe à disposição da mídia”.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Esperando a Promessa


Estamos nos preparando para celebrar o Pentecostes, dia de jubilo e de festa, pois a promessa do Senhor foi cumprida. O Espírito Santo não vem mais somente sobre alguns mas sobre toda carne como profetizara Joel (cf Joel 3, 1-5).

O Senhor havia prometido que o Espírito que viria transformaria os discípulos em suas testemunhas, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo (cf At 1,8).

Pedro era um homem simples, um pescador que ouviu o chamado do Senhor para ser pescador de homens e o seguiu (cf Lc 5, 10), ele confessou que Jesus é o Messias (Mt 16,16), mas diante do perigo da prisão e morte do Mestre negou-o três vezes (Jo 18, 27). O que havia acontecido a Pedro é a mesma coisa que acontece a muitos de nós, tivemos nossa experiência primeira com o Senhor, o seguimos, mas diante de nossas dificuldades e medos ficamos paralisados em nós mesmos. De herói Pedro passou a covarde, tudo isso porque faltava algo, o selo da experiência com o Senhor, o Espírito Santo.


"Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.
De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados.
Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles.
Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu.
Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua.
Profundamente impressionados, manifestavam a sua admiração: Não são, porventura, galileus todos estes que falam?
Como então todos nós os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna?
Partos, medos, elamitas; os que habitam a Macedônia, a Judéia, a Capadócia, o Ponto, a Ásia,
a Frígia, a Panfília, o Egito e as províncias da Líbia próximas a Cirene; peregrinos romanos,
judeus ou prosélitos, cretenses e árabes; ouvimo-los publicar em nossas línguas as maravilhas de Deus!
Estavam, pois, todos atônitos e, sem saber o que pensar, perguntavam uns aos outros: Que significam estas coisas?
Outros, porém, escarnecendo, diziam: Estão todos embriagados de vinho doce.
Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras.
Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto não ser ainda a hora terceira do dia.
Mas cumpre-se o que foi dito pelo profeta Joel:
Acontecerá nos últimos dias - é Deus quem fala -, que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos sonharão.
Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão.
Farei aparecer prodígios em cima, no céu, e milagres embaixo, na terra: sangue fogo e vapor de fumaça.
O sol se converterá em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor.
E então todo o que invocar o nome do Senhor será salvo (Jl 3,1-5).
Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis,
depois de ter sido entregue, segundo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de ímpios.
Mas Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, porque não era possível que ela o retivesse em seu poder.
Pois dele diz Davi: Eu via sempre o Senhor perto de mim, pois ele está à minha direita, para que eu não seja abalado.
Alegrou-se por isso o meu coração e a minha língua exultou. Sim, também a minha carne repousará na esperança,
pois não deixarás a minha alma na região dos mortos, nem permitirás que o teu santo conheça a corrupção.
Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria com a visão de tua face (Sl 15,8-11).
Irmãos, seja permitido dizer-vos com franqueza: do patriarca Davi dizemos que morreu e foi sepultado, e o seu sepulcro está entre nós até o dia de hoje.
Mas ele era profeta e sabia que Deus lhe havia jurado que um dos seus descendentes seria colocado no seu trono.
É, portanto, a ressurreição de Cristo que ele previu e anunciou por estas palavras: Ele não foi abandonado na região dos mortos, e sua carne não conheceu a corrupção.
A este Jesus, Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas.
Exaltado pela direita de Deus, havendo recebido do Pai o Espírito Santo prometido, derramou-o como vós vedes e ouvis.
Pois Davi pessoalmente não subiu ao céu, todavia diz: O Senhor disse a meu Senhor: Senta-te à minha direita
até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés (Sl 109,1).
Que toda a casa de Israel saiba, portanto, com a maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo.
Ao ouvirem essas coisas, ficaram compungidos no íntimo do coração e indagaram de Pedro e dos demais apóstolos: Que devemos fazer, irmãos?
Pedro lhes respondeu: Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo." (Cf at 2, 1ss)

Este Espírito fez de Pedro um homem cheio de coragem, a ponto de afirmar diante de ma multidão inteira, nós somos testemunhas!

Meu irmão o espírito Santo deseja fazer de nós homens e mulheres que sejam verdadeiras testemunhas do Senhor, homens e mulheres corajosos e cheios de desejo de anunciar a Ressurreição de Cristo Jesus. nos recorda o Santo Padre que, este Espírito pode transformar tudo aquilo que toca. Neste Pentecostes e já agora, clamemos o espírito para que venha em nosso auxilio e nos faça testemunhas verdadeiras de Cristo.


Vinde, ó santo Espírito, vinde Amor ardente, acendei na terra vossa luz fulgente. Vinde, Pai dos pobres: na dor e aflições, vinde encher de gozo nossos corações. Benfeitor supremo em todo o momento, habitando em nós sois o nosso alento. Descanso na luta e na paz encanto, no calor sois brisa, conforto no pranto. Luz de santidade, que no Céu ardeis, abrasai as almas dos vossos fiéis, Sem a vossa força e favor clemente, nada há no homem que seja inocente. Lavai nossas manchas, a aridez regai, sarai os enfermos e a todos salvai. Abrandai durezas para os caminhantes, animai os tristes, guiai os errantes. Vossos sete dons concedei à alma do que em Vós confia: Virtude na vida, amparo na morte, no Céu alegria.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Contemplar Cristo por Maria

A contemplação de Cristo tem em Maria o seu modelo insuperável. O rosto do Filho pertence-lhe sob um título especial. Foi no seu ventre que Se plasmou, recebendo d'Ela também uma semelhança humana que evoca uma intimidade espiritual certamente ainda maior. À contemplação do rosto de Cristo, ninguém se dedicou com a mesma assiduidade de Maria. Os olhos do seu coração concentram-se de algum modo sobre Ele já na Anunciação, quando O concebe por obra do Espírito Santo; nos meses seguintes, começa a sentir sua presença e a pressagiar os contornos. Quando finalmente O dá à luz em Belém, também os seus olhos de carne podem fixar-se com ternura no rosto do Filho, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura (cf. Lc 2, 7).
Desde então o seu olhar, cheio sempre de reverente estupor, não se separará mais d'Ele. Algumas vezes será um olhar interrogativo, como no episódio da perda no templo: « Filho, porque nos fizeste isto? » (Lc 2, 48); em todo o caso será um olhar penetrante, capaz de ler no íntimo de Jesus, a ponto de perceber os seus sentimentos escondidos e adivinhar suas decisões, como em Caná (cf. Jo 2, 5); outras vezes, será um olhar doloroso, sobretudo aos pés da cruz, onde haverá ainda, de certa forma, o olhar da parturiente, pois Maria não se limitará a compartilhar a paixão e a morte do Unigénito, mas acolherá o novo filho a Ela entregue na pessoa do discípulo predilecto (cf. Jo 19, 26-27); na manhã da Páscoa, será um olhar radioso pela alegria da ressurreição e, enfim, um olhar ardoroso pela efusão do Espírito no dia de Pentecostes (cf. Act 1,14).

Maria vive com os olhos fixos em Cristo e guarda cada palavra sua: « Conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração » (Lc 2, 19; cf. 2, 51). As recordações de Jesus, estampadas na sua alma, acompanharam-na em cada circunstância, levando-a a percorrer novamente com o pensamento os vários momentos da sua vida junto com o Filho. Foram estas recordações que constituíram, de certo modo, o “rosário” que Ela mesma recitou constantemente nos dias da sua vida terrena.
E mesmo agora, entre os cânticos de alegria da Jerusalém celestial, os motivos da sua gratidão e do seu louvor permanecem imutáveis. São eles que inspiram o seu carinho materno pela Igreja peregrina, na qual Ela continua a desenvolver a composição da sua “narração” de evangelizadora. Maria propõe continuamente aos crentes os “mistérios” do seu Filho, desejando que sejam contemplados, para que possam irradiar toda a sua força salvífica. Quando recita o Rosário, a comunidade cristã sintoniza-se com a lembrança e com o olhar de Maria.



segunda-feira, 11 de maio de 2009

Uma história de muitas vidas...


Você tem uma história?
Neste ano o Projeto Juventude para Jesus fará 20 anos, mas não só o PJJ, todos os que passaram por aqui fazem parte dessa historia escrita não por mãos humanas, mas pelas mãos de Deus.
Venha fazer parte dessa historia você também!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Uma Mãe







Neste mês de Maio em que celebramos a Virgem Maria, exemplo de Mãe vamos recordar de uma mulher, italiana, católica que deu a sua vida para salvar a vida de sua filha, Giana Beretta Molla tem muito a nos ensinar.



Gianna Beretta Molla, o décimo segundo filho do casal Alberto Beretta e Maria de Micheli, ambos da Ordem Terceira Franciscana, nasceu em Magenta (Milão,Itália), no dia 4 de Outubro de 1922, dia de São Francisco. Desde sua primeira juventude, acolhe plenamente o dom da fé e a educação cristã, recebidas de seus ótimos pais. Esta formação religiosa ensina-lhe a considerar a vida como um dom maravilhoso de Deus, a ter confiança na Providência e a estimar a necessidade e a eficácia da oração.
No dia 4 de Abril de 1928, com cinco anos e meio, fez a Primeira Comunhão. Desde esse dia, mesmo muito pequena, todos os dias acompanhava sua mãe à Santa Missa. Foi Crismada dois anos depois na Catedral de Bérgamo.
Durante os anos de estudos e na Universidade, enquanto se dedicava diligentemente aos seus deveres, vincula sua fé com um compromisso generoso de apostolado entre os jovens da Ação Católica e de caridade para com os idosos e os necessitados nas Conferências de São Vicente. Formou-se com louvor em medicina e cirurgia em 30 de Novembro de 1949 pela Universidade de Pavia (Itália), em 1950 abre seu consultório médico em Mêsero (nos arredores de Milão). Entre seus clientes, demonstra especial cuidado para as mães, crianças, idosos e pobres.
Especializou-se em Pediatria na Universidade de Milão em 1952, mas frequentou a Clínica Obstétrica Mangiagalli, pois por seu grande amor às crianças e às mães pretendia unir-se ao seu irmão, Padre Alberto, médico e missionário no Brasil que, com a ajuda do seu outro irmão engenheiro, Francesco, construíram um hospital na cidade de Grajaú, no Estado do Maranhão. A Beata Gianna, por sua saúde frágil, foi desaconselhada pelo Bispo Dom Bernareggi em vir ao Brasil.
Enquanto exercia sua profissão médica, que a considerava como uma “missão”, aumenta seu generoso compromisso para com a Ação Católica, e consagra-se intensivamente em ajudar as adolescentes. Através do alpinismo e do esqui, manifesta sua grande alegria de viver e de gozar os encantos da natureza. Através da oração pessoal e da dos outros, questiona-se sobre sua vocação, considerando-a como dom de Deus. Opta pela vocação matrimonial, que a abraça com entusiasmo, assumindo total doação “para formar uma família realmente cristã”.
Em 1954 conheceu o engenheiro Pietro Molla. Noivaram em 11 de Abril de 1955. Prepara-se ao matrimônio com expansiva alegria e sorriso. Na basílica de São Martinho, em Magenta, casa aos 24 de Setembro de 1955, tendo a cerimônia sido presidida por seu outro irmão Padre Giuseppe. Transforma-se em mulher totalmente feliz. Em Novembro de 1956, já é a radiosa mãe de Pedro Luís (Pierluigi); em Dezembro de 1957 de Mariolina (Maria Zita) e, em Julho de 1959, de Laura. Com simplicidade e equilíbrio, harmoniza os deveres de mãe, de esposa, de médica e da grande alegria de viver.
Na quarta gravidez, aos 39 anos em Setembro de 1961 no final do segundo mês de gravidez, vê-se atingida pelo sofrimento e pela dor. Aparece um fibroma no útero. Três opções lhe foram apresentadas: retirar o útero doente, o que ocasionaria a morte da criança, abortar o feto, ou a mais arriscada, submeter-se a uma cirurgia de risco e preservar a gravidez. Antes de ser operada, embora sabendo o grave perigo de prosseguir com a gravidez, suplica ao cirurgião "Salvem a criança, pois tem o direito de viver e ser feliz!", então, entrega-se à Divina Providência e à oração. Submeteu-se à cirurgia no dia 6 de Setembro de 1961. Com o feliz sucesso da cirurgia, agradece intensamente a Deus a salvação da vida do filho. Passa os sete meses que a distanciam do parto com admirável força de espírito e com a mesma dedicação de mãe e de médica. Receia e teme que seu filho possa nascer doente e suplica a Deus que isto não aconteça.
Alguns dias antes do parto, sempre com grande confiança na Providência, demonstra-se pronta a sacrificar sua vida para salvar a do filho: "Se deveis decidir entre mim e o filho, nenhuma hesitação: escolhei - e isto o exijo - a criança. Salvai-a". Deu entrada, para o parto, no hospital de Monza, na sexta-feira da Semana Santa de 1962. Na manhã do dia seguinte, 21 de Abril de 1962, nasce Gianna Emanuela. Apenas teve a filha por breves instantes nos braços. Apesar dos esforços para salvar a vida de ambos, na manhã de 28 de abril, em meio a atrozes dores e após ter repetido a jaculatória "Jesus eu te amo, eu te amo" morre santamente. Tinha 39 anos. Seus funerais transformaram-se em grande manifestação popular de profunda comoção, de fé e de oração. A Serva de Deus repousa no cemitério de Mêsero, distante 4 quilômetros de Magenta, nos arredores de Milão (Itália).
"Meditata immolazione" (imolação meditada), assim Paulo VI definiu o gesto da Beata Gianna recordando, no Ângelus dominical de 23 de Setembro de 1973, "uma jovem mãe da Diocese de Milão que, para dar a vida à sua filha sacrificava, com imolação meditada, a própria". É evidente, nas palavras do Santo Padre, a referência cristológica ao Calvário e à Eucaristia.
O milagre da beatificação aconteceu no Brasil, em 1977, na cidade de Grajaú, no Maranhão, naquele hospital onde queria ser missionária, onde foi beneficiada uma jovem que tinha dado à luz.
Foi Beatificada pelo Papa João Paulo II, em 24 de Abril de 1994 no Ano Internacional da Família, tendo sido considerada esposa amorosa, médica dedicada e mãe heróica, que renunciou à própria vida em favor da vida da filha, na ocasião da gestação e do parto.

Que Santa Gianna interceda por nossas mães e rogue a Deus que a praga do aborto fique sempre longe de nossas casas e famílias.
Oração
Ó Deus, amante da vida, que doaste à SANTA GIANNA responder com plena generosidade à vocação cristã de esposa e de mãe, concede também a nós, por intercessão dela, a graça (...faça o pedido...) e também seguir fielmente os teus desígnios, a fim de que resplandeça sempre nas nossas famílias a graça que consagra o amor eterno e a vida humana. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do espírito Santo. Amém".

terça-feira, 5 de maio de 2009

Maria que fez o Cristo falar. Maria que fez Jesus Caminhar.



Maria que fez o Cristo falar, Maria que fez Jesus caminhar... Era assim que eu cantava quando era criança e me ensinaram essa musica de Nossa Senhora. Hoje que eu canto, “Não, não há coração que se uma ao Dele sem ser um com o teu coração”, eu começo a compreender sem muita pretensão o que significa a palavra Mãe em Maria.
Qual o papel de uma mãe? A resposta é muito simples educar, amar, cuidar... Fico imaginando Maria ensinando o Menino Jesus a fazer tantas coisas, como terá sido Maria tomar a mãozinha de Jesus e ensina-lo a andar, a ir para a sinagoga, a rezar, a ler a Palavra de Deus? Com certeza ela o fez e o fez muito bem. Aos pés da cruz diante do seu Filho desfigurado de amor e quase morto ouve que daquele momento em diante seria a mãe de uma multidão de filhos, os quais teria que ensinar a andar e a falar.
Ela nos ensina a falar, falar aqui pode ser entendido como a oração, chamar Deus de Pai. Assim como ela ensinou Jesus a chamar José de pai, ela nos ensina a clamar com o Espírito em nós Aba Pai. Chamando Deus assim ela nos mostra como é um relacionamento de um filho para com o Pai, abandono. Abandono alias ela sempre irá lecionar aos filhos porque ela é a mulher abandonada nas mãos de Deus.
Maria nos faz caminhar, caminhar para onde? Para a vontade de Deus. Toda mãe quer a felicidade dos filhos, e a Virgem não é diferente, ela sabe que a nossa felicidade está em fazer a vontade do Pai. Ela nos toma pela mo e vai nos guiando muito tranquilamente, se caímos ela corre para dizer nos afagando contra o seu peito, estou aqui! Cuida de nossas feridas, nos levanta novamente e nos faz caminhar. Este caminho não é fácil mas leva a felicidade e ela antes nos ensinou que a oração é o principio de tudo.
Mãe, que titulo mais completo tem Maria, tão simples pequeno como ela, mas de uma infinidade absoluta de significado.
Intercede por nós ó mãe faz-nos falar e ter um relacionamento fecundo com o nosso Deus. Faz-nos andar, andar para a vontade de Deus, o paraíso de nossas almas. Une nos com o coração de teu filho faz com que sejamos todos Dele e sendo assim sejamos totus tuus.
Rainha da Paz,
Rogai por nós.
Shalom!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O Perpétuo Socorro de Maria




Este ícone é conhecido na Igreja Oriental como Ícone de Nossa Senhora da Paixão. Segundo a tradição, este ícone foi levado a Roma por um comerciante da ilha de Creta, o ícone bizantino de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro passou a ser venerado na Igreja de São Mateus, onde permaneceu durante 300 anos. Com a invasão de Roma pelos franceses, fins do século XVIII, a Igreja de São Mateus foi destruída e os religiosos agostinianos que ali trabalhavam levaram o quadro para outro lugar, onde ficou guardado e esquecido. O quadro representa Maria, Mãe de Deus, a Senhora das Dores que socorre seu Filho, apavorado com os instrumentos de Sua Paixão, apresentados pelos arcanjos Miguel e Gabriel. O Filho agarra-se às mãos da mãe e deixa cair à sandália do pé direito.
Em Janeiro de 1866, o Papa Pio IX confiou o quadro de Nossa senhora de Perpétuo Socorro aos missionários redentoristas, com a incumbência de torná-lo conhecido e amado em todo mundo e de divulgar a devoção ao Perpétuo Socorro de Maria, cuja festa é celebrada no dia 27 de Junho. Depois de restaurado, o ícone de N. Sra.do Perpétuo Socorro foi devolvido à veneração e entronizado solenemente na Igreja de Santo Afonso, construída sobre as ruínas da antiga Igreja de São Mateus e localizada entre as Basílicas de Santa Maria Maior e de São João de Latrão.
O Perpetuo Socorro de Maria se manifesta também hoje nas nossas vidas. Nós somos esse menino que apavorado com os sofrimentos corre para os braços da Mãe. Ela é nossa MÃE e MESTRA nos caminhos da Paz, a ela nos recorremos para que segure em nossas mãos e nos leve a sua escola, a oração. Na escola de Maria podemos crescer em graça e estatura diante de Deus e dos homens (cf Lc 2, 52).

Alguns aspectos da Leitura deste Ícone
São Miguel apresenta a lança, a vara com a esponja e o cálice. São Gabriel com a cruz e os cravos, instrumentos da morte de Jesus. A boca de Maria pequenina, para guardar silêncio. Os olhos de Maria, voltados sempre para nós, a fim de ver todas as nossas necessidades. As mãos de Jesus apoiadas na mão de Maria, significando que por ela nos vêm todas as graças. A mão esquerda de Maria sustentando Jesus: a mão do consolo que Maria estende a todos que a ela recorrem nas lutas da vida A sandália desatada símbolo talvez de um pecador preso ainda a Jesus por um fio, o último, a Devoção a Nossa Senhora. Túnica vermelha, distintivo das virgens e do Amor esponsal. O fundo todo do quadro é de ouro, e dele esplendem reflexos cambiantes, matizando as roupas e simbolizando a glória do paraíso para onde iremos levados pelo perpétuo socorro de Maria.
Sede sempre o nosso Perpétuo Socorro na vida e principalmente na hora da morte. Amém.

Deus Abençoe!
Shalom!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Maria Mãe da Paz

Neste mês de maio, vamos meditar um pouco sobre o papel indispensável da Santíssima virgem nas nossas vidas, iniciemos com essa belíssima homilia de nosso querido e saudoso João Paulo II.




"Salve, Mãe santa: tu deste à luz o Rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos" (cf.Antífona de entrada). Com esta antiga saudação, a Igreja se volta hoje, para Maria Santíssima, invocando-a como Mãe de Deus. O Filho eterno do Pai tomou por ela a nossa mesma carne e, através dela, tornou-se "filho de Davi e filho de Abraão" (Mt 1,1). Maria é, portanto, sua verdadeira Mãe: Theotókos, Mãe de Deus! Se Jesus é a Vida, Maria é a Mãe da Vida. Se Jesus é a Esperança, Maria é a Mãe da Esperança. Se Jesus é a Paz, Maria é a Mãe da Paz, Mãe do Príncipe da Paz. Entrando no novo ano, pedimos a esta Mãe santa que nos abençoe. Pedimo-lhe que nos doe Jesus, nossa Bênção plena, no qual o Pai abençoou uma vez por todas a história, fazendo-a tornar-se história de salvação. Salve, Mãe santa! É sob o olhar materno de Maria que se coloca a hodierna Jornada Mundial da Paz. Refletimos sobre a paz num clima de difusa preocupação por causa dos recentes eventos dramáticos que ocorreram no mundo. Mas por quanto humanamente possa parecer difícil olhar o futuro com otimismo, não devemos ceder à tentação do desencorajamento. Devemos, ao contrário, trabalhar pela paz com coragem, certos que o mal não prevalecerá. A luz e a esperança para este nosso empenho nos vêm de Cristo. O Menino nascido em Belém é a Palavra eterna do Pai feita carne para a nossa salvação, é o "Deus conosco", que leva consigo o segredo da verdadeira paz. É o Príncipe da Paz. Justiça e perdão: eis os dois "pilares" da paz, que quis colocar em evidência. Entre justiça e perdão não há contraposição, mas complementaridade, porque ambas são essenciais para a promoção da paz. Esta, de fato, bem mais que um temporário cessar de hostilidade, é cura profunda das feridas que abatem os ânimos. Somente o perdão pode apagar a sede de vingança e abrir o coração a uma reconciliação autêntica e duradoura entre os povos. Voltamos hoje o olhar para o Menino, que Maria aperta entre os braços. Nele reconhecemos aquele no qual misericórdia e verdade se encontram, justiça e paz se beijam (cf. Sl 84,11). Nele adoramos o verdadeiro Messias, no qual Deus conjugou, para nossa salvação, a verdade e a misericórdia, a justiça e o perdão. Em nome de Deus renovo meu apelo dirigido a todos, crentes e não crentes, para que o binômio "justiça e perdão" permeie sempre os relacionamentos entre as pessoas, entre os grupos sociais e entre os povos. Este apelo é antes de tudo aos que crêem em Deus, em particular às três grandes religiões derivadas de Abraão: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, chamadas a pronunciar sempre a mais firme e decidida rejeição à violência. Ninguém, por motivo algum, pode matar em nome de Deus, único e misericordioso. Deus é Vida e fonte da Vida. Crer nele significa testemunhar a misericórdia e o perdão, rejeitando instrumentalizar o seu santo Nome. De várias partes do mundo se eleva uma forte invocação de paz; se eleva particularmente daquela Terra que Deus abençoou com a sua Aliança e a sua Encarnação, e que por isso chamamos "Santa". "A voz do sangue" grita a Deus daquela terra (cf. Gn 4,10); sangue de irmãos derramado por irmãos, que invocam o mesmo Patriarca Abraão; filhos, como cada homem, do mesmo Pai celeste. "Salve, Mãe santa"! Virgem Filha de Sião, como deve sofrer por esse sangue o teu coração de Mãe! O Menino, que apertas ao peito, leva um nome caro aos povos das religiões bíblicas: "Jesus", que significa "Deus salva". Assim o chamou o arcanjo antes que fosse concebido no teu ventre (cf. Lc 2,21). No rosto do Messias neonato reconheçamos o rosto de cada filho teu. Reconheçamos especialmente o rosto das crianças, de qualquer raça, nação ou cultura. Para elas, ó Maria, para o seu futuro, te pedimos que toques os corações endurecidos pelo ódio, para que se abram ao amor e a vingança ceda lugar ao perdão. Consiga-nos, ó Maria, que a verdade desta afirmação - Não existe paz sem justiça, não existe justiça sem perdão - se imprima no coração de todos. A família humana poderá assim encontrar a paz verdadeira, que brota do encontro entre a justiça e a misericórdia. Mãe santa, Mãe do Príncipe da Paz, ajude-nos! Mãe da humanidade e Rainha da paz, rogue por nós!


Papa João Paulo II Homilia por ocasião da solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus e XXXV Jornada Mundial da Paz




fonte: www.comshalom.org

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Qual é o seu peixe?




Qual é o seu peixe? Foi essa a pergunta que escutei de um sábio sacerdote no último Sábado, mas para entender melhor vamos do inicio.



"Naquele mesmo dia que era o primeiro da semana. Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: A paz esteja convosco!
Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito.
Mas ele lhes disse: Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações?
Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho.
E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés.
Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: Tendes aqui alguma coisa para comer?
Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado.
Ele tomou e comeu à vista deles.
Depois lhes disse: Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos.
Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo:
Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia.
E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.
Vós sois as testemunhas de tudo isso.
Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto. " (cf Lucas 24, 36-49)




Jesus Ressuscitado dos Mortos é um Deus próximo a todos nós, tão próximo que deseja participar de toda a nossa vida. Os discípulos lhe deram peixe porque era a única coisa que tinham para comer, aqui entra a pergunta do inicio. Qual é o seu peixe? O que você tem para oferecer ao Senhor? Talvez você pertença ao grupo dos felizes que tem tristezas, dores, feridas amarguras para dar a Ele. Meu irmão você é feliz porque o Ressuscitado que passou pela cruz ao receber esse seu "peixe" o transforma em poder de ressurreição.


Vamos lembrar uma coisa, os discípulos estavam a portas fechadas (cf João 20,19 ss) pois estavam morrendo de medo do que os judeus poderiam fazer com eles, mas, não eram somente as portas do cenáculo que estavam trancadas, os corações de cada um deles estava fechado porque não havia luz, não havia esperança a única coisa que havia era o silencio da morte. Jesus rompe esse silencio, deseja sua Paz ao discípulos, comunicando-lhes sua vida ressuscitada Ele sopra sobre eles o Espírito Santo. Este Espírito tem o poder de transformar a morte em vida o "velho" no novo e pode fazer com que aquele seu "peixe" seja transformado em força pelo poder da ressurreição do Senhor. Por isso não tenha medo de deixar o Ressuscitado entrar na sala escura do seu coração, quando Ele entra tudo se ordena, a Vida vence a morte e uma imensa alegria (que não passa) invade nossas vidas.


Deus Abençoe!


Shalom!